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TEATRO
Iniciou a sua actividade teatral em Coimbra: no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC) fez um curso de teatro com os professores José de Oliveira Barata, Mário Barradas, Adolfo Gutkin, Joaquim Benite e Orlando Worm e participou como actor na peça E Agora?, encenada por Adolfo Gutkin, apresentada em vários teatros do país e no Festival Internacional de Lyon de 1978.
Desde então até hoje, tem feito regularmente estágios e aulas de voz, canto, jazz, pantomima, sapateado, técnica de máscara, técnica de bufões, Alexander Technique, Linklater Technique, Tai Chi Chuan, Chi Kung, contact improvisation, body-mind centering, ioga, bioenergética e biosíntese, expressão dramática, interpretação, método do Actor’s Studio, com professores portugueses, franceses, italianos, ingleses, alemães, russos e americanos. Destaca, entre as pessoas com quem trabalhou, Peter Brook, Pina Bausch, Andrei Serban, Eugenio Barba, Julia Varley, Polina Klimovistskaya, Martia Haufrecht, Philippe Gaulier, Adolfo Gutkin, Mario Valdez, Howard Sonenklar, Ana Waxman, Walton Bir, António Brito, Maria João Serrão, Maria do Rosário Coelho, Inês Martins, Lúcia Lemos e Conceição Nunes.
Em 1980, em Lisboa, depois de uma breve passagem, como actor, pelo Teatro Nacional D. Maria II, fundou o grupo Íbis. Em 1981 estreou o espectáculo Drama em Gente: exposição teatral sobre Fernando Pessoa, de que fez a dramaturgia e a encenação, e em que participou como actor; ganhou com este espectáculo o Prémio Revelação 1981 da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.
Em 1983 apresentou Poemas a Piaf (com textos de Jorge de Sena e canções de Edith Piaf), onde trabalhou igualmente como dramaturgista, encenador e actor.
Em Abril de 1987 estreou-se no papel de Horácio da peça Hamlet, de William Shakespeare, com encenação de Carlos Avilez, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.
De Setembro de 1987 a Fevereiro de 1988 representou o papel de Autor na peça A Dama do Maxim's, de Georges Feydeau, com encenação de João Lourenço, no Teatro Aberto, em Lisboa, e no Teatro Carlos Alberto, no Porto.
Em Novembro de 1989 estreou na Oficina Municipal de Teatro de Oeiras a peça Os Pais Terríveis, de Jean Cocteau, com encenação de Fernanda Lapa, onde representou o papel de Michel. Foi apresentada também no Instituto Franco-Português, em Lisboa.
Em Novembro de 1991 e Janeiro de 1992 foi actor da peça Nunca Nada de Ninguém, de Luísa Costa Gomes, encenada por Ana Tamen no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e posteriormente também apresentada no Porto e em Coimbra.
Em Fevereiro e Março de 1996 integrou o elenco do espectáculo Alma 13, coreografado por Madalena Victorino e apresentado em Coimbra no âmbito das VI Jornadas Lusófonas.
Em 1997, dirigiu e interpretou o espectáculo Canções do Sonoro, comemorativo dos Cem Anos do Cinema Português, no Teatro da Trindade.
Em Novembro de 1999, estreou Área de Risco, o seu primeiro original para teatro, tendo também feito a encenação e sido um dos actores, no Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian.
Em Setembro de 2000, apresentou no Instituto Franco-Português O Coração na Boca, dramaturgia sua a partir de cartas e canções de vários autores. O espectáculo foi posteriormente levado ao Teatro Gil Vicente, de Coimbra.
Foi actor/cantor do espectáculo Ópera do Falhado, original de J. P. Simões e Sérgio Costa, co-produção da ACE/Teatro do Bolhão com Coimbra Capital da Cultura, encenado por João Paulo Costa e apresentado no Teatro Tivoli em Outubro de 2003, em Coimbra em Novembro seguinte e na Casa das Artes de Famalicão em Dezembro.
Em Junho de 2005, desempenhou o papel de D. Pedro no espectáculo Rainha Viva, adaptado por António Calpi e Suzana Borges a partir do texto La Reine Morte de Henry de Montherlant, encenado por Suzana Borges no Centro Cultural de Belém.
Em Março de 2006, fez a pesquisa, dramaturgia e encenação de Tanto Mar, com poesia de autores lusófonos e música de Laurent Filipe, que ao vivo o acompanhou juntamente com Carla Galvão e Rui Luís Pereira. Contou ainda com vídeos de Nuno Rebelo. Foi apresentado no Centro de Artes do Espectáculo da Figueira da Foz. Uma nova versão, com o título O Navio de Sal e com apoio coreográfico de Amélia Bentes, foi apresentada a 26 e 31 de Março e 1 e 2 de Abril no Teatro Nacional D. Maria II. |