![]() |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
| FORMAÇÃO ACADÉMICA Concluiu o Liceu José Falcão, em Coimbra, com a média geral de 19 valores. Tem os seguintes diplomas de línguas: "Diplôme de Langue Française", da Alliance Française; "Spoken English", do Trinity College, London; "Advanced Level", da Berlitz School of English; "Certificate of Proficiency in English", da Universidade de Cambridge; "Zertifikat Deutsch als Fremdsprache", do Goethe Institut. Completou até ao quinto nível o Instituto Italiano de Lisboa. Frequentou, em Lisboa, a licenciatura em Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), que concluiu em Julho de 1983 com a média geral de 18 valores. Enquanto estudante no ISCTE frequentou ainda os seguintes Seminários Abertos: Psicologia Social, com o Dr. Luís Rodrigues, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; Psicanálise e Sociedade, com a Drª Maria Belo, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; Antropologia do Simbólico, com o Prof. Dr. José Carlos Gomes da Silva, no ISCTE.
Na licenciatura, o trabalho final de Seminário foi feito na área de Sociologia Rural, sob a orientação do Prof. Doutor Manuel Villaverde Cabral, com uma dissertação, posteriormente publicada em livro, sobre o abandono de nove lugares agro-pastoris da Serra da Lousã. Posteriormente, realizou um follow-up desta investigação com um trabalho de campo nos Estados Unidos sobre emigrantes portugueses (nomeadamente as famílias emigradas da Lousã). Utilizou esta pesquisa nas Provas de Aptidão Científica e Pedagógica, realizadas em Julho de 1987 sob a orientação do Prof. Doutor Manuel Villaverde Cabral. Apresentou as teses: "Luso-Americanos no Connecticut: questões de etnicidade e de comunidade", de que foi arguente o orientador, e "Aula de críticas a Marx: experiência e projecto", de que foi arguente o Prof. Doutor Juan Mozzicafreddo. O júri foi presidido pela Profª Doutora Maria de Lourdes Lima dos Santos e "deliberou atribuir ao candidato a classificação de Muito Bom", sublinhando, em relação à primeira tese, "a óptima qualidade do trabalho apresentado, nomeadamente no nível de pesquisa científica em causa, no seu bom enquadramento teórico-metodológico e, ainda, na vasta e diversificada bibliografia utilizada para tratar o tema em discussão"; em relação à aula, o júri referiu "o excelente nível pedagógico do candidato, manifestado através da sistematização, clareza e articulação dos vários argumentos e na reflexão crítica correspondente." No âmbito do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE, e em colaboração com o Goethe Institut, foi um dos organizadores da vinda a Portugal de Jürgen Habermas, em 1988, e de Niklas Luhman, no ano seguinte. Para o ano de 1990/91, já assistente da Universidade Nova de Lisboa, obteve da respectiva Reitoria a dispensa de serviço docente, a fim de preparar a tese de doutoramento sobre "Os argumentos da ficção cinematográfica portuguesa desde os anos sessenta até aos nossos dias", sob a orientação do Professor Eduardo Lourenço. Durante essa dispensa, a Fundação Calouste Gulbenkian concedeu-lhe uma bolsa de quatro meses para estudar em Paris, onde a partir de Novembro seguiu: - o seminário "L'imaginaire du politique", do Prof. Michel Maffésoli, na Sorbonne (Paris V); - o curso "Interprétation de textes filmiques: écriture du scénario", ministrado por Jean Collet em Paris VII; - o seminário de Christian Metz sobre "Théorie du film: l'énonciation comparée", em Paris III (Sorbonne Nouvelle); - o curso sobre cinema americano orientado por Jean Douchet na Cinemateca Francesa; - o seminário de Rainer Rochlitz sobre "Walter Benjamin", no Collège International de Philosophie; - e o seminário de Jacques Rancière, sobre "Politiques de l'écriture", também no Collège International de Philosophie.
De 6 a 10 de Maio de 1991 participou, em Lisboa, no “Seminário sobre a elaboração do argumento cinematográfico”, ministrado por Suso Cecchi d'Amico e organizado pelo Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian. Em Maio e Junho de 1991, com um subsídio do Instituto Nacional de Investigação Científica, realizou um estágio no Centro Sperimentale di Cinematografía da Cinecittà, em Roma, onde: - participou no seminário intensivo sobre guionismo, com o título de "Exercices of imagination", ministrado por Yvette Biro, professora da New York University; - seguiu o trabalho regular do curso de guionismo do Centro Sperimentale, sob a orientação do Prof. Nicola Badalucco; - e seguiu ainda algumas sessões de trabalho dos cursos de realização e de montagem, sob a orientação de Valentino Orsini e Roberto Perpignani.
Em 1992, obteve a renovação da bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para uma nova estada em Paris, onde ficou de Abril a Julho de 1992. Aí frequentou os seguintes cursos: - na Sorbonne (Paris V), o “Séminaire sur le monde imaginal” ministrado pelo Prof. Michel Maffésoli; - na Cinemateca Francesa, o curso de cinema ministrado por Jean Douchet e esse ano dedicado à Nouvelle Vague. - no Collège International de Philosophie, o seminário sobre estética ministrado por Rainer Rochlitz e intitulado "De Benjamin et Adorno aux problèmes actuels"; - também no Collège International de Philosophie, a continuação do seminário de Jacques Rancière sobre "Politiques de l'Écriture". A 27 de Março de 1993, participou no seminário breve sobre "A construção do diálogo no argumento", orientado por Kerry Crabbe e Gill Denis e organizado, na Fundação Gulbenkian, pelo programa Script Craft-Scale com o apoio do Secretariado Nacional para o Audiovisual. Em Setembro de 1993, com uma bolsa da Fundação Luso-Americana, deslocou-se aos Estados Unidos, a fim de realizar pesquisa bibliográfica para a tese de doutoramento e para as cadeiras que iria leccionar no ano seguinte. O trabalho foi realizado, sobretudo, na University of Massachusetts, em Amherst, mas também em Nova Iorque, na National Public Library e na Library for the Performing Arts do Lincoln Center. Em Dezembro de 1995 defendeu a tese de doutoramento, com o título “Autos da alma: os guiões de ficção do cinema português entre 1961 e 1990”. Foram arguentes o orientador, Professor Eduardo Lourenço, e o Professor Doutor Eduardo Prado Coelho. O júri, presidido pelo Professor Doutor António Marques, era ainda constituído pelos Professores Doutores Adriano Duarte Rodrigues, Manuel Villaverde Cabral, José Bragança de Miranda e João Mário Grilo, tendo este último intervindo no final das provas. Foi-lhe atribuído o grau de Doutor em Ciências da Comunicação, na especialidade de Cinema, com a classificação de Muito Bom com Distinção e Louvor, por unanimidade, assim justificada: “o trabalho do candidato Paulo Filipe Monteiro é uma séria tentativa de repensar o discurso da cultura ocidental nas suas relações com a realidade artística, em particular o cinema. Fá-lo com quase exaustiva análise dos diversos discursos hermenêuticos para melhor situar a sua própria proposição de uma abordagem de tipo perspectivista e intrinsecamente aberto. É uma tese do melhor nível, provocadora, incitadora e de algum modo auto-crítica.” A 22 e 23 de Setembro de 2004, realizou as suas provas de agregação na disciplina de Teorias do Drama e do Espectáculo. O júri foi constituído pelos Professores Catedráticos Doutores António Marques, Adriano Duarte Rodrigues, José Gil, José de Oliveira Barata, Maria Helena Serôdio, Nelson Traquina, António Fidalgo e Jorge Crespo. Foi arguente da primeira prova, Curriculum vitae, o Prof. Doutor Adriano Duarte Rodrigues; da segunda, o Relatório da disciplina, o Prof. Doutor José de Oliveira Barata; da terceira prova, a Lição, foi arguente a Profª Doutora Maria Helena Serôdio. No final, a aprovação foi por unanimidade.
|
|